segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Antes de ser mãe

Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas. Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos, nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...
Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina pudesse mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe eu nunca me levantei à noite a cada 10 minutos para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!
Silvia Schmidt
Tradução de "Before I Was Mother" de Patricia Vaughan

Mulher 24h por dia

Quem disse que é fácil ser mulher? Ainda mais nos dias de hoje...
Mulher, há alguns bons anos atrás, simplesmente tomava conta da casa e dos filhos. Isso é claro, para os homens era pouca coisa; a parte fácil da divisão de tarefas familiar (é claro que eles nunca desencardiram uma roupa ou esfregaram um chão, mas tudo bem).
FÁCIL? VOCÊS ESTÃO DOIDOS?
Vamos fazer uma pequena análise.
A casa – mantê-la limpa e aconchegante. Isso inclui varrer, passar pano, tirar o pó, deixar tudo no seu devido lugar (tarefa impossível para qualquer pessoa do sexo masculino), aí por diante.
A alimentação – em primeiro lugar escolher e comprar os alimentos. Depois, é claro, prepará-los. Coisa que não se nasce sabendo e nem aprende do dia para a noite; sem levar em consideração ter uma boa “mão” para acertar o tempero.
O marido (irmão, pai, patrão...) – esse é o mais complicado, diga-se de passagem. Cuidar das roupas – recolher as que estão sujas (outra tarefa impossível para os homens), lavar, passar, guardar e, muitas vezes, prepará-las para que “eles” as encontrem (em cima da cama, por exemplo, quando saem do banho). A comida quentinha, na hora certa e com aquele “tempero” ao seu gosto. E isso é só o começo... Respeitar as horas de folga, ou seja, quando não estão nos seus cansativos trabalhos. Esta tarefa inclui: buscar chinelos confortáveis, uma cervejinha (um cafezinho), aguentar o som da televisão a todo volume (neste momento qualquer palavra pode desencadear uma discussão). Não podemos esquecer dos momentos de lazer: futebol com os amigos, amigos reunidos para futebol na televisão (coisas muito variadas e criativas). Achou pouco? Ainda tem mais! Aquela triste necessidade fisiológica: sexo. Eles acreditam que fomos programadas para trabalhar e servi-los o dia inteiro e ainda ter um enorme apetite sexual a noite... Vou parar por aqui, afinal de contas ainda faltam os filhos.
Os filhos (enteados – se houverem) – a mesma função de roupas, alimentação... E mais: educá-los (porque o pai, os homens em geral, acham uma gracinha a criança falando palavrão, arrotando alto, essas coisas), levá-los à escola (incluindo o acompanhamento: reunião de pais, boletins, advertências...), prepará-los para a vida em geral.
A mulher, digo, a “super mulher”, não sentia-se realizada cuidando só da casa. Então decidiu encarar o trabalhado “pesado” dos homem – hahaha essa é boa! Mas a situação não se inverteu: HOMEM = CASA; MULHER = TRABALHO PESADO. A mulh, ops, a “super mulher”, além de dar conta da sua nova tarefa, ainda continua tomando conta da casa, do marido, dos filhos...
Ainda somos o sexo frágil?
É fácil caracterizar dessa forma quando não sabemos expressar nossos sentimos.

Beijos.
E até a próxima.

Olá! Sejam bem-vindas!

Para começar...
Esse blog foi criado, especialmente, para as mulheres. Isso não exclui os homens! Ao contrário, é o lugar perfeito para compreender um pouco do que é esse universo - uma mistura de garra e fragilidade, sempre acompanhado de muito amor!
Nosso objetivo...
Compartilhar nossas experiências, nossas dúvidas, nosso dia a dia.